segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

[Resenha] Yu-Gi-Oh!, Primeira Temporada – Kazuki Takahashi

Depois de assistir esse anime, confiar no coração das cartas tem se tornado estilo de vida pra mim! Meus jogos de Uno, Truco e Tranca nunca mais foram os mesmos... Lembro-me que meu primeiro contato com esse universo Yu-Gi-Oh foi através da minha amiga Bárbara, a gata. Certa vez depois de uma aula do outro lado da cidade, voltando a pé pra casa ela me disse que iria comprar um deck de cartas e sugeriu que eu comprasse um também! BATATA. Naquele mesmo dia de noite, estávamos na casa dela com um outro amigo (Caio), comendo bolo de cenoura, traduzindo as instruções sobre as cartas e travando nossos primeiros duelos. Levamos pra escola, mostramos pra alguns amigos... Foi mágico!

Esse foi o meu primeiro contato, houve então alguns episódios que eu consegui assistir na Globo, mais tarde ao acaso espiei uns episódios aleatórios passando na Nick, eram interessantes e eu de fato tentei acompanhar, até que o canal tirou da grade e colocou Alf (aquele seriado escroto do E.T.) pra passar no lugar do anime. Ano passado eu resolvi tomar vergonha na cara, baixar e o assistir por completo. Não vou ficar dando sinopses e nem explicar a teoria do jogo... Seria extenso e meio complicado.

A primeira temporada foi fraca, não consegui ver graça e sentido em alguns duelos, teve personagens (Téa e Tristan) que eu achei extremamente desnecessários pra trama, não enxergava coerência no joguete entre o vilão e o protagonista e nem entendia o poder por trás das relíquias de ambos. Com o passar do tempo parei de ficar procurando outros pontos pra criticar e passei a aproveitar mais dos personagens, das cartas e dos duelos. Rolou até aquela vontade louca de voltar no tempo e desafiar a B. e o Caio! ^^’
Os primeiros duelos (Fora o que o Yugi trava contra Pegasus e contra Kaiba) foram estranhos. Vi monstros envelhecerem, marés serem controladas, robôs enferrujarem... Coisas que normalmente não acontecem na teoria do jogo. Já se aproximando das finais das batalhas no reino dos duelistas, os confrontos travados passaram a fazer mais sentido! Vou falar sobre os duelistas, as cartas que eu mais gostei de cada um deles apresentadas no decorrer do anime e os duelos travados que eu mais gostei. Acho que assim fica mais legal a resenha, certo?

Começamos pelo personagem principal, Yugi Muto. Que tem um espírito que foi liberado através do seu Enigma do Milênio que o auxilia nos duelos travados. Na boa, achei meio viagem isso! Não curtia o grito que ele dava ao iniciar cada jogo, detestava também seus olhos grandes, seu cabelo cafona e o avô chato dele! Fora isso ele é um cara legal, se refere ao espírito dentro dele como “Outro Eu” que eu de fato gosto bem mais do que o dos olhões. Ele tem as melhores estratégias de duelo, lógico... Existe toda uma explicação que os egípcios antigos travavam essas batalhas interdimensionais e esse camarada telepático dele era mestre nelas, então: Melhor duelista entre todos. Eu gosto do deck que o avô dele montou, achei bom tirarem de lá Exodia, O Proibido, o baralho dele com essa carta ficava muito apelão! As cartas do Yugi que eu mais gostei foram: O Controle Cerebral que permite que o jogador controle um monstro do adversário durante um turno, fazendo dele o que quiser, o Ritual do Lustro Negro, que sacrifica dois monstros e trás em campo o Soldado do Lustro Negro (Tá-Dãn) e o Sábio Negro que é uma evolução do Mago Negro (carta favorita do Yugi) quando somado os poderes do Mago do Tempo (carta do Joey).



Joey Wheeler, um dos meus personagens favoritos. Cabeça quente, falastrão, meio palhaço, gosta de se fazer de durão e por aí vai... É muito engraçado principalmente quando Mai ou Kaiba entram em cena, que são personagens com quem ele tem uma relação meio difícil. Joey tem seus motivos pra entrar na Ilha dos Duelistas, precisa ganhar o prêmio pra que a irmã faça uma cirurgia bem cara e recupere a visão (que ainda nem perdeu, pelo que parece). É o melhor amigo de Yugi, inclusive foi treinado pelo avô chato dele. Suas jogadas em Monstros de Duelo são quase sempre decididas na sorte. O loirinho tem muita por sinal. A carta Mago do Tempo foi dada por Yugi no começo da temporada, ela permite que seu Dragão Bebê se torne Dragão Milenar, acho essas duas cartas bacanas quando combinadas .  Outra carta que merece um bom destaque no baralho dele é o Dragão Negro dos Olhos Vermelhos, que ganhou de Rex (personagem viciado em cartas dinossauros) graças ao Mago do Tempo que citei anteriormente. Acho esse monstro bem legal apesar de achar os pontos de ataque meio baixos para o nível, dimensão e imponência do mesmo, mas o que posso fazer, né?



Assim como Seto Kaiba é considerado o Vegeta (Dragon Ball Z) desse anime, seu monstro favorito, o Dragão Branco de Olhos Azuis, é considerado o Pikachu (Pokémon). Arrogante e egocêntrico, Kaiba quer se tornar o maior duelista de todo o mundo mas para isso ele precisa derrotar Yugi. Ele não é um cara que acredita muito no coração das cartas, ele prefere acreditar nele mesmo (claro) e no seu amor pelo seu irmão mais novo Mokuba! É fofa a relação dos dois, claro que ás vezes é meio meloso e tals, mas eles são órfãos, deve ser que o laço que os une é mais apertado mesmo. Ele vai pra ilha dos duelistas atrás do irmão dele que foi sequestrado por Pegasus (anfitrião do mal e vilão dessa temporada) e acaba travando conflitos com Joey e o protagonista. Gosto do baralho do Kaiba, não poderia deixar de mencionar o Dragão Branco de Olhos Azuis de novo e frisar seu ataque forte de 3000 pontos e nem deixar de comentar sobre a fusão de três cartas dessas que formam o Dragão Supremo de Olhos Azuis que tem a força de ataque ainda maior (4500 pontos). Outra carta dele que eu gostei muito é o Vírus Destruidor de Cartas (carta armadilha) que destrói todos os monstros em campo com 1500 pontos ou mais de ataque!



Mai Valentine representa a força feminina nesse anime. É uma garota solitária e muito bonita, não possui muitos amigos e isso a tornou meio rude, calculista e materialista. Descobre aos poucos bons valores conforme convive em alguns momentos com Yugi e sua turma, é possível ver também uma certa tensão entre ela e Joey, é bem engraçado quando um provoca o outro, principalmente quando pensam alto um sobre o outro. A carta principal da Mai é a sua Harpia e para torná-la mais forte Mai usa e abusa das suas cartas mágicas. Acho o Deck dela bem formulado, suas cartas em conjunto tornam-se avassaladoras! Uma das minhas favoritas é o Espanador de Penas da Harpia, que tem o efeito de limpar o campo adversário de cartas armadilhas e cartas mágicas... Meio apelão, né? O monstro Dragão Mascote da Harpia também me chamou atenção, gostei do efeito que as mulheres-aves provocam nele. Um destaque para o duelo em que ele foi usado nas finais contra o Yugi. Muito Show!




Não vemos Bakura de fato duelar nessa temporada, é um guri bem misterioso que também possui uma das relíquias do milênio. E para as coisas ficarem interessantes, também possui um espírito que dá as caras de vez enquanto. Certa vez encontra Yugi e sua turma na floresta e trava uma batalha das sombras contra os mesmos onde mostra o poder da carta Troca de Corações, que possibilita usar um monstro do seu adversário lutar a seu favor.



O vilão da temporada, Pegasus possuidor do Olho do Milênio que o possibilita ver as cartas do adversário e ler seus pensamentos, tornando-o imbatível é o criador do jogo Monstros de Duelo. Pegasus almeja conseguir o Enigma do Milênio de Yugi, na esperança de reunir os sete, e assim ressuscitar a sua amada morta! Romântico, não? Suas estratégias de duelo beiram a perfeição já que o seu Olho garante uma boa trapaça. Sua carta principal é o Mundo da Fantasia, que transforma seus monstros em desenhos e os protege de ataques diretos. A Cegueira dos Mil Olhos, essa carta olho horrendo abaixo (que é uma fusão de outros dois monstros) é usada no duelo final contra Yugi e tem a habilidade especial de absorver os melhores atributos do monstro adversário. Hardcore, não?



Outros duelistas apareceram durante o anime; um espírito gordo tosco das trevas, Weevil Underwood que é especialista em insetos, Rex que eu já mencionei anteriormente, Bonz, Mako Tsunami, Bandit Keith,  os retardados Para e Dox e por aí vai...  Nenhum tão marcante como os anteriores mencionados.

A resenha já está muito extensa... Eu queria falar um pouco sobre os melhores duelos travados, especialmente os travados nas finais do torneio, mais vou apenas adicionar umas imagens e deixar que quem está lendo, assista tire suas próprias conclusões dos confrontos.

Yugi contra o Kaiba, o primeiro Duelo onde Yugi venceu Kaiba e seus três Dragões Brancos invocando Exodia, O Proibido.
 
Kaiba enfrenta o Dragão Branco de Olhos Azuis do mundo da fantasia de Pegasus.

Finais do Reino dos Duelistas, Yugi VS Mai Valentine, o Dragão Mascote da Harpia e suas paladinas.
Joey confronta as máquinas de Bandit Keith e metaliza o seu Dragão Negro de Olhos Vermelhos.

Após vencer Keith, os melhores amigos precisam lutar para um só chegar a final. O Sábio Negro aparece.
Yugi VS Pegasus na final, todo mundo já esperava... Duelo dividido em 5 episódios, meio cansativo, porém um dos melhores [na imagem, Mago Negro de Yugi contra a Abnegação de Pegasus].

Após o duelo contra Pegasus a temporada cria uma enrolação insuportável, episódios chatos um atrás do outro até que por fim se encerra! Eu recomendo esse anime e futuramente farei resenha sobre as outras temporadas. Queria mesmo encontrar meu deck perdido, mas já se passou tanto tempo... Vamos confiar no coração das cartas e esperar que minha fé o traga de volta.  ;D

4 comentários:

  1. Acho que na parte do Bakura poderia dizer que, o Espirito Maligno da Relíquia do Milênio de Bakura, aprisiona a Alma de Yugi e dos outros em suas Cartas Favoritas, obrigando o Espirito do Enigma do Milênio de Yugi lutar num Duelo sombrio pela alma de seus amigos.
    Mas ai, gostei, bem resumido e explicado :DD *-*

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  2. Pelo que eu vi ai vc deve ter assistido o anime em portugues. Amigo, qualquer anime em portugues é uma bosta!
    Realmente não da pra entender nada pq ninguém dubla nada direito nesse brasil, os caras censuram algumas cenas (isso pq o brasileiro acha que anime é feito pra criança ¬¬) e acaba tirando o nexo do anime por causa disso. No dublado eles traduziram tudo errado. Olha pra vc ver o nome original dos personagens em relação aos ridiculamente traduzidos.
    Traduzido ---> Original

    Tea --> Anzu
    Tristan --> Honda
    Joe --> Jounochi
    Yugi Muto --> Mutou Yugi

    E Yami Yugi é o car... no anime dublado ele fala que os outros conhecem ele como Yami yugi.
    Mas ele é a alma de um faraó totalmente sem memória! Como assim, então? De que outros ele está falando se ele não se lembra de nada, nem do proprio nome?!
    O Brasil é escroto e escrotiza tudo que vem pra cá.

    Assiste ele original em japonês (e legendado claro) que vc vai ver a graça do anime.
    Na verdade a graça começa no finalzinho da primeira temporada que o Yugi revela que existe outra alma dentro dele.

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    1. Só corrigindo: quem censurou o anime foi a 4kids, produtora estadunidense, quando comprou os direitos do anime para exibir nos EUA e no Ocidente inteiro, a versão em português só dublou a dos Estados Unidos. Logo, culpe os estadunidenses, não os brasileiros.
      E em teoria Yu Gi oh foi feito para crianças no Japão, mas a cultura de lá não subestima tanto a inteligência delas como a ocidental.

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  3. Ah, a postagem é do Leonardo, mas eu queria dar meu pitaco. Hueuheuiea

    Não sei se posso concordar ou discordar contigo nesse post, Amidamaru, pq eu, B.Marques, nunca fui de assistir Yu-gi-oh em específico (Só jogava os cards), mas em matéria de dublagem e adaptação acho que posso dar umas opiniões.

    Na verdade no quesito de dublagem, dublagem mesmo, o Brasil é um dos maiores do mundo. Existem muitos profissionais que são altamente reconhecidos por sua profissão, como Garcia Junior, Marcelo Campos ou Guilherme Briggs.

    Agora, em adaptação...

    Depende de onde vem a licença. Em geral os países pegam a licença de exibição dos animes a partir da versão norte americana. Facilidade contratual isso. E é lá que a adaptação é prejudicada por diversos fatores.

    Por exemplo, mudar o nome dos personagens de japonês para uma versão que a língua da criança que fala em inglês consiga acompanhar. Yugi é fácil, mas Jounochi pra uma criança de 8~10 anos (o público alvo) americana já é sacanagem. Do mesmo modo que o inverso acontece. Pasme, mas Raito do Death Note é na verdade o modo como os japoneses conseguem pronunciar Light. [já que eles não tem a fonética do L, nem de consoantes sozinhas].

    Outro ponto que faz com que aconteça adaptações é o público. Se a gente pega a licença de transmissão do ocidente a gente vai ter um anime adaptado para passar em canais abertos. Nos estados unidos (nem no Brasil) não existe público suficiente para criar milhões de canais específicos de animes, o que acontece então? Os animes são adaptados para o público que têm: crianças na TV. Não vai existir a cena do Goku olhando por baixo da saia da Bulma, nem o James do Pokemon com silicone, nem vão apresentar a sailor urano como namorada da sailor netuno (foi adaptado para primas).

    Então quando a gente vê a diferença do anime que pegamos dublado e do que baixamos da net na irregularidade não é exatamente pq o nosso país é uma bosta. Tem todo um contexto, toda uma explicação por trás. Então, como adultos que somos, concordo contigo, pra aproveitar bem um anime é interessante ver no original, mas acho importante esclarecer que algumas adaptações nem sempre são na maldade. xD

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